"O estranho deixou a cama e correu até onde
estava a caixa. Tirou o manto ficando completamente nu. Pela luz tênue que
irradiava na frente dele, Henri viu costas realmente magras de onde sobressaíam
ossos pontudos que pareciam prestes a rasgar uma pele amarelada. Veias verdes
insinuavam-se em toda a parte. A cabeça era o pior. Henri nunca nem ouvira
falar de nada como aquela cabeça, então teve certeza de que aquele ser, fosse o
que fosse, não era humano. Tinha olhos pequeninos como grãos de feijão brilhantes
e escuros, o nariz era parecido com rabo de rato, só que mais grosso e curto. A
boca parecia não existir, até o momento em que se abria e revelava uma
quantidade incrível de... dentes? Henri não tinha certeza se eram mesmo dentes."
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(capítulos de um a quinze)
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